Cilada - Não era amor.

Fogo, Panteras e o Primeiro Milagre da Capela

Era 21h20 quando a Maracutaia abriu suas portas para os corações em busca de desamarração. Os primeiros a chegarem logo se identificaram e entregaram à Nai antigas cartas e fotos de ex-amores. Nai, por sua vez, autorizava a entrega dos drinks especiais Amor de x*ta e Amor de pic*, compostos respectivamente de Arak e Pequi com mel. As bebidas eram gentilmente servidas por Michael e Isa, aos seres em busca de esquecimento amoroso.

Segundo Michael, havia muita curiosidade e anseio com relação as shots de amor: - "Quando descobriam que o Amor de pic* era amargoso faziam careta, mas sorriam quando descobriam a doçura do Amor de X*ta". Relatou o Barman que entregou dezena de drinks aos convidados.

Falando em drinks exclusivos, algumas estreias marcaram este evento:

Maraculover — Especialmente dedicado a Mari Baldicera, que conquistou, ao longo desses 4 meses, a maior presença em quantidade (e por que não em qualidade?) nos eventos da casa. Tendo participado de 10 rolês entre ¼ de Vinil e eventos da casa toda: 50% + 1.

O drink, desenvolvido em intensos e longos 5 minutos pela equipe altamente qualificada de mixologistas autodidatas da Maracutaia, leva: vodka, energético, polpa natural de maracujá e grenadine. Um drink refrescante e equilibrado, tal qual a própria Mari: azeda e doce, calma e enérgica. A própria inspiração aprovou o drink com alteração, não no conteúdo, mas na forma: "É perfeito, mas não é Maraculove, é Maraculover!" - Mari. Portanto, o drink passa a compor nosso cardápio oficial com esse novo nome MARACULOVER. E se a Mari foi a que mais pisou em rolês da Maracutaia, não seria diferente: Maraculover foi o drink mais consumido da noite.

Pantz — Pantera Spritz: Outro drink que agora compõe nosso abrangente cardápio É o Que Tem Pra Hoje. A diferença entre o Pantz e o Pantera Spritz é o toque cítrico de limão espremido e rodelas do mesmo. Em uma belíssima parceria com o Gin Pantera, é o interior somando forças e produções.

E por falar em Pantera, a noite foi dela. Entre idas e vindas, uma pelúcia da Pantera Cor-de-Rosa tomou conta do rolê ao se descobrir que ela estava destinada à troca de presentes de ex. Toma a Pantera, me dá a Pantera, Pantera vai embora, devolve a Pantera, Pantera volta, Pantera some, Pantera aparece, Pantera fica, Tapa na Pantera! - O doador já havia advertido: "Ela é a Annabelle das pelúcias, não dê pra ninguém, coloque em algum canto da Maracutaia pra neutralizá-la."

A noite da libertação foi marcada por inúmeras cenas de beijos e amassos dos mais calorosos tipos, nos mais diversos cantos da casa, entre casais, trisais, monogâmicos e não-monos. O calor se intensificou na Fogueira da Despaixão, no anti-palco, com dezenas de cartas, fotos e até alianças e documentos sendo queimados em tempo real, ao som de uma trilha especial de love songs. Os incendiários da Maracutaia iniciaram os trabalhos de desamarração e garantiram o esquecimento, muita luz e amor aos ex-amores. Após a emblemática queima, toda a equipe de contenção de chamas da Maracutaia foi acionada (divisão dirigida por Bacana) que garantiu o fim das chamas e a segurança dos presentes.

Alguns, porém, descrentes do poder incendiário e desamarratório da fogueira da despaixão, preferiram realizar seus próprios ritos de libertação isoladamente, utilizando inclusive o santuário ao lado da capela para manifestar suas intenções a entidades espirituais conceituadas e já com curriculum de milênios.

Ao longo da reunião de amorosos, escutamos frases como:
- "5 anos que tô com isso na minha carteira. Hoje vai embora."
- "Será que vai ter fogueira mesmo? Na festa junina não teve…"
- "Eu estava na Croácia e fui no museu do fim dos relacionamentos. Por isso eu vim."

Além disso, o Chatcutaia novamente foi um dos destaques e se tornou um espaço de liberdade poética, com assuntos que variaram entre política, amor, pegação, selfies e até a presença ilustre de Xandão e Jesus Cristo.

Após a discotecagem sempre incandescente de Brasiliana e as intervenções em curso, a casa ganhou mais uma tranqueira: presente do poeta Paulo Veloso — uma Galinha do Caldo Knorr da década de 1980, agora em exibição na prateleira de tranqueiras. Além disso, dois livros de poemas foram gentilmente cedidos pelo poeta e serão sorteados no próximo evento da casa.

Flagramos ainda intervenções artísticas espontâneas e, praticamente, um desfile de moda entre os presentes. Destaque para o look do querido Lufe Lopes, com uma vestimenta notada: uma espécie de poncho + thobe, praticamente uma mistura de Oriente Médio com América Latina.

A Maracutaia seguiu o seu cronograma da noite com o novíssimo Karaokê do Apocalipse, o que gerou uma fila de cantores apocalípticos. Houve ainda o bloqueio de uma música sertaneja, o que gerou estranhamento de alguns presentes, mas que logo foi superado por uma belíssima Alcione cantada em coro pelos presentes.

E depois da última canção, veio o milagre. Entenda:

Durante um breve descuido no final da noite, Jess tropeçou no caixa e se apoiou na prateleira, que balançou, mas se estabilizou. Ao amanhecer, a equipe percebeu que uma garrafa estilizada havia tombado do último andar da estante. Poderia ter causado um acidente, mas nosso varal milagroso a segurou. Especialistas foram consultados, fizeram a análise das imagens, os cálculos necessários e afirmaram: 1mm a menos poderia ter causado uma perda inestimável.

Relatório final da análise dos especialista: "Milagre! Milagre! Milagre!"

Isso foi Cilada, isso é Maracutaia.
Isso é arte e arte é trabalho.

Nos vemos dia 09 de Agosto, Sábado.

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