Natal Cozido, arte frita.

O que importa é o Amor.

Enfim, voltamos.
Sim, sobrevivemos. E sim, demoramos. Mas convenhamos: coisa boa não se apressa, se trata com carinho — inclusive as fotos, que passaram por um retiro espiritual de quase um mês até ficarem prontas para voltar ao convívio social.

Agora estão todas aí, disponíveis para quem quiser relembrar o que foi, entender o que é e, claro, especular com certa ansiedade o que ainda será da Maracutaia. Porque aqui nada é só passado. Tudo é aqui e agora.

Fim de ano costuma pedir encerramentos, balanços, aquele drama básico. Mas, curiosamente, entre os construtores da Maracutaia, o sentimento não foi de despedida — foi de gratidão. Pelo caminho trilhado, pelos tropeços estilosos e, principalmente, pelas ideias perigosamente boas que já estão sendo desenhadas para 2026.

Dado o contexto, vamos ao que interessa: o resumão social do que rolou enquanto você piscou, esqueceu ou simplesmente ficou curioso.

Começamos com a Sexta Básica Vol. 6, que trouxe um clássico natalino repaginado: árvore + bola de Natal de acrílico como suporte artístico. Uma escolha ousada, quase provocativa. E funcionou. Cristãos, não cristãos, devotos do caos e simpatizantes do nascimento de Jesus usaram a data como pretexto legítimo para fazer arte — porque, afinal, se nasceu alguém importante, que seja uma boa desculpa criativa.

Catuaba, o gato residente e patrimônio imaterial da casa, fez o que faz de melhor: distribuiu seu corpinho peludo em forma de afeto gratuito, reafirmando que a Maracutaia é, acima de tudo, muito amor.

No dia seguinte, no último sábado de Maracutaia do ano, tivemos a já tradicional Festa da Firma. Um evento onde a única moeda aceita para amigo oculto era obra de arte autoral — capitalismo jamais pisaria aqui. DJs Fernando Vinhota e Torres comandaram a trilha sonora enquanto o público, livre e consentido, explorava manequins, apalpava ideias e descobria que aqueles corpos de plástico tinham mais funções do que se imaginava.

O pole dance viveu seu auge. O banheiro virou cenário. Nada mais natural quando se está entre pessoas criativas e livres.

Depois da confraternização, era hora de fechar o ano com impacto. A promessa era um Natal Frito. A entrega? Um Natal Cozido, lentamente preparado em banho-maria emocional.

Nem mesmo o line-up afiadíssimo com Kizo, Jurema, Vick, Ana Mauê e LVNT conseguiu fritar geral. O cansaço do ano, somado à convivência familiar da ceia, deu sinais claros. Mas veja bem: quem foi, encontrou exatamente o que precisava.

"Vi que falaram Natal frito e fiquei até com medo. Queria algo mais tranquilo. Quando cheguei, era exatamente isso." — João, que chegou às 2h e saiu alimentado, espiritual e fisicamente.

Talvez mais um milagre natalino. Jesus apareceu, garantiu bons drinks e abençoou a pista.

Na sexta seguinte, o encerramento oficial do ano veio com Sexta Básica Vol. 7: Pintura de Leque. Com os termômetros cravando 38 graus, os construtores provaram mais uma vez sua genialidade prática: arte que refresca. O resultado foi um desfile de leques artísticos, expressivos e misteriosos — incluindo uma mulher mascarada, que pode estar protegendo sua identidade… ou apenas se preparando para o carnaval.

O ano virou. Descansamos. Mas a saudade bateu rápido. E se 2025 terminou com arte, 2026 começou do mesmo jeito. A primeira Sexta Básica do ano trouxe uma proposta democrática: escolha seu suporte e se expresse. Leque, manequim, azulejo, estátua de gesso… quase um self-service artístico.

O público escolheu, criou, bebeu, dançou. O resultado? Recorde de público. Mais de cem pessoas espalhadas entre vinis, drinks, cervejas e, claro, muita arte — porque aqui isso nunca é figurante.

E como esse post tem muito eventos, resolvemos fazer um apanhado das várias makes presentes para o Prêmio Make Ousadia do final e do começo do ano. A disputa foi acirrada, confira:

Mas quem levou dessa vez foia a make que mistura dramaticidade gótica com um toque punk contemporâneo: O olho ultra marcado, com delineado gráfico e alongado, cria um olhar felino — quase um manifesto visual. A pele luminosa contrastando com a profundidade dos olhos, equilibrando rebeldia e sofisticação. Os lábios escuros e definidos, demonstrando força e claro, piercing, unhas vermelhas, acessórios metálicos, que funcionam como extensões da make, transformando o rosto em palco. Ou seja, uma maquiagem que não tenta agradar mas que impõe presença, cria impacto, provoca.

A Maracutaia fechou 2025 e abriu 2026 exatamente como sonhou: Arte, Liberdade e Amor. E assim seguimos — inquietos, criativos e sempre com novidades que você só encontra aqui.

Então fique ligade. Observe. Espie!

E sim, sabemos que você quer as fotos. Mas antes, veja o que vai rolar neste fim de semana. Depois, se jogue nos cliques maravilhosos logo abaixo.

Sexta- Feira, 16 de Janeiro, à partir das 20h - Entrada Gratuita

SEXTA- BÁSICA VOL. 9 - Colagem no MDF

Sábado, 17 de Janeiro, à partir das 20h

Acende o Farol - O Baile da Boa Música Brasileira

Isso é Arte, Amor e Liberdade.
Isso é MARACUTAIA!

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