Quando a Maracutaia Transborda

Copos pintados, Exposições, DJs, Choque e Fogo

Dando continuidade ao projeto Sexta Básica, a Maracutaia abriu suas portas para a 2ª edição na última sexta-feira. Mais da metade dos visitantes decidiu soltar seus dons artísticos usando os pincéis e tintas disponíveis para a pintura de copos americanos. As mesas de criação ficaram lotadas a noite toda e, no total, 38 copos foram personalizados. O clima estava tão agradável e amistoso, que até mesmo o Catuaba (o gato da Maracutaia) resolveu participar.

Enquanto alguns dedicaram todo o tempo do rolê à pintura de uma única peça, teve gente que resolveu ir além — caso do Otávio, que criou uma coleção inteira de seis copos para sua casa, com frases e variações de cores.
"Estou sempre na Maracutaia, mas isso de poder criar algo artístico nesse ambiente me pega demais. Olha a minha série!"

Enquanto parte da galera preferia liberar a criatividade e fazer arte, outros optaram por curtir o rolê sem sujar as mãos. Esse, ficaram nos drinks, brejas, prosas e seleção de discos. Como já é tradição, toda sexta a Maracutaia abre sua coleção de vinis para que o público escolha o som da noite no toca-discos da casa.

O que era pra acabar à 1h terminou só às 4h. Um grupo extremamente simpático e animado chegou na casa, se encantou com o espaço e com os discos, e a noite seguiu até tarde. O encerramento ficou por conta de fotos ao lado da arte de Puga e da presença marcante de Mercedes Sosa ecoando pelo ambiente.

Já no sábado, nem mesmo a chuva fez a Maracutaia parar. A casa se energizou com um time de seis artistas, sendo cinco deles estreantes na Maracutaia. Ou seja, rolê transbordando de arte.

Logo na entrada, já se notava uma novidade: a Sala Rizoma de Exposições. No primeiro ambiente, estavam as obras da mostra Clandestino, do ilustrador e tatuador Lukas Enrico. Mais de 50 ilustrações no estilo old school tomaram a parede lateral, destacadas por um novo sistema de iluminação conhecido carinhosamente por alguns como "Pimbim". Cores, formas e revolução preencheram a sala inteira, o que encantou os visitantes.

Lukas chegou à Maracutaia em Maio e rapidamente causou um reboliço com sua arte marginal, pixando diversas paredes do espaço. Na época, em conversa com os organizadores, foi convidado a explorar também outras linguagens artísticas na casa. Assim, um dos tambores "Bistrô" passou a carregar sua arte marginal e agora, as paredes estão tomadas por suas obras tatualísticas por duas semanas.

A exposição Clandestino fica até sábado, 29 de novembro, enquanto os pixos de Lukas… esses ficam por conta do tempo.

No ambiente seguinte, além de alguns quadros clássicos da Maracutaia, estava a exposição coletiva A Droga Nossa de Cada Dia, apresentando 18 obras de colagem criadas na primeira edição da Sexta Básica pelos visitantes da casa. Recortes livres e caóticos deram origem a peças abstratas, políticas, surrealistas e questionadoras.

A mostra também fica disponível até o dia 29 de novembro.

Avançando mais pela casa, entre o Quarto de Vinil e o Quintal, o público pôde curtir os estreantes DJ Vick Thomaz, DJ Neeganjah, DJ CVIO, BigMoomy e Bonga.

Enquanto Vick, Neeganjah e CVIO destruíam nos sets, BigMoomy assumiu o mic para apresentar seus sons autorais, cheios de representatividade e poder. Poderíamos até dizer que foi eletrizante — literalmente — já que o microfone deu alguns choquinhos, rapidamente resolvidos pela equipe da casa.

Após a apresentação, Bonga, que estava há 20 anos longe das artes, decidiu encerrar a noite com uma performance surpresa de pirofagia: swings de fogo e labaredas gigantes tomaram o quintal, criando um momento emocionante e com gostinho de quero mais.

Não há registros em fotos desse momento, apenas em vídeo e que você poderá conferir em breve no Instagram da Maracutaia: instagram.com/maracutaiacultural

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Sexta- Feira, 28 de Novembro à partir das 19h
Sábado, 29 de Novembro à partir das 21h

Repete comigo: ARTE!

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