quem tá dentro não sai
Tem coisa que a gente percebe antes mesmo de conseguir explicar. Uma energia que toma conta do lugar, atravessa as pessoas e faz a Maracutaia parecer exatamente aquilo que ela sempre quis ser: um lugar vivo. E a edição 38 da Sexta Básica fez exatamente isso!
A casa foi ocupada por gente disposta a criar, conversar, pintar, inventar e, principalmente, estar junto. Centenas de ecobags (sim, centenas) foram aparecendo uma atrás da outra, cada uma carregando um pouco da imaginação de quem passou por ali. Não existia modelo certo, estética obrigatória ou manual de instruções. Existia tinta, tecido, mãos e vontade de fazer.
E foi bonito ver tudo isso acontecer.
Mas a história não terminou na sexta.
No sábado, Jurema, Belline e Marina, três mulheres, bugaram a mente dos presentes.
O Bug do Milênio fez a coisa sair completamente do controle (no melhor sentido possível). A festa cresceu, a pista encheu, a casa ficou pequena e, antes mesmo das 22h, as portas da casa mais artística de Ribeirão Preto precisaram ser fechadas para que ainda houvesse espaço para a criação, para o desfrute, para o conforto.
Lotou não porque alguém mandou todo mundo entrar.
Porque todo mundo queria estar dentro.
Talvez seja esse o maior sinal de que alguma coisa interessante, forte e viva está acontecendo aqui. A Maracutaia não está tentando convencer ninguém de que existe uma cena, uma comunidade ou um jeito diferente de ocupar a cidade. Ela simplesmente abre a porta, deixa acontecer e mostra descaradamente o que de fato acontece.
E as pessoas vêm.
Vêm para pintar.
Vêm para dançar.
Vêm para ouvir música.
Vêm para criar.
Vêm para encontrar outras pessoas.
Vêm porque querem fazer parte.
A cada evento, a sensação fica mais evidente: existe uma vontade coletiva de estar junto que não cabe muito bem em agenda, programação ou estratégia de divulgação.
É encontro.
É presença.
É aquela sensação meio absurda de olhar para uma casa cheia e pensar: é isso.
Por isso, talvez o título seja também um aviso.
Quem tá dentro, não sai.
Porque lá fora a gente passa boa parte do tempo correndo, produzindo, consumindo, trabalhando, respondendo mensagens e tentando dar conta de tudo.
Aqui dentro, pelo menos por algumas horas, a gente pode simplesmente existir.
E criar.
E dançar.
E ser livre.
E amar.
E estar.
A Maracutaia está ficando cheia.
E, sinceramente?
Isso é ARTE!
Perdeu os rolês?
Fica triste não, esse final de semana tem mais!
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SEXTA BÁSICA #38
BUG DO MILÊNIO V.01