As Entranhas Artísticas da Maracutaia
É isso que dá o que falá!
Com uma recepção calorosa de um shot de Catumela (a alquimia perfeita entre Catuaba e Canelinha) para os primeiros a chegar, já dava pra sentir que a noite prometia.
Até a arapuca de caixas improvisada para segurar o computador do DJ Kizo ganhou força mística e resistiu firme até o final. O rolê tinha tudo pra ser uma Maracutaia daquelas — e foi.
Dessa vez, o impossível foi testado de novo:
"Como assim não usar o Anti-Palco?"
Pois é. A energia que sempre vibrou ao redor da piscina ao longo desses meses foi levada pra dentro de uma casa dos anos 70, e o resultado foi pura nostalgia em movimento.
A primeira DJ da noite, e estreante na Maracutaia, DJ Karol SanPereira, trouxe uma sequência deliciosa de clássicos dos anos 80, 90 e 2000. O som ecoava numa sala tomada por mais de vinte obras de arte, enquanto um videogame retrô convidava o público a aventuras entre projeções, piscas coloridos e aquela atmosfera familiar — um verdadeiro rolê na casa da vó.
Enquanto isso, Puga espalhava sua arte pelos cantos do quintal, criando e colando lambe-lambes com temas maracutaianos, que se misturavam à decoração como se sempre tivessem estado ali. Suas colagens davam o tom visual da festa: irreverente, provocante e cheia de personalidade.
Logo depois, foi a vez de DJ Yura, também estreante, assumir o comando no já lendário Quarto de Vinil. O ambiente, de estética cult e iluminação colorida, tinha um charme especial — inclusive o banheiro, escondido dentro do armário, que virou quase uma instalação artística. Entre funk, suor e sorrisos, Yura botou geral pra mexer o corpo e esquecer da vida.
Pra encerrar a noite, DJ Kizo assumiu o posto num gesto de pura maestria. Enquanto DJ Xapa aquecia os toca-discos, os dois fizeram a troca de mixer como quem troca segredos — sem perder o tempo, o tom, nem o bom humor. A partir daí, Kizo descarregou um set eletrizante, cheio de BPMs altos, brasilidades e otras cositas más. No meio da área do bar, uma espécie de palco 360° foi naturalmente erguido e deixou o público cara a cara com o DJ. Um convite direto à catarse.
E assim, entre a Sala, Quarto, Varanda e Quintal, a casa pulsou em três dimensões de festa: lugar pra sentar, pra dançar, pra se pegar, pra beber, pra conversar — e, acima de tudo, pra ser quem se é de verdade.
E se você gostou ou perdeu, nesse sábado, dia 15 de Novembro tem mais, a partir das 21h: O BRAZIL NÃO CONHECE O BRASIL. Um rolê cheio de brasilidades pra quem ama ser brasileiro!
Repete comigo: ARTE!