Esto es una fiesta de locos!
Carnaval, macumbeiros, swingueiros e crentes
Pra quem achou que um rolê com nome de " 'Carnaval' de Los Muertos" era exagero...
Os relógios marcavam exatamente 0h quando esse clique foi registrado:
Mas calma, voltaremos a isso em breve...
No dia 25 de outubro de 2025, um sábado qualquer (ou não), uma mistura de festa estranha com gente mais estranha ainda tomou conta da casa mais livre de Ribeirão (feita por gente estranha e que ama gente estranha). E se você acha essa frase exagerada, olha o que tava rolando por volta das 2h:
Gente feliz, livre e, principalmente, sem ninguém enchendo o saco. Essa é a beleza da Maracutaia — o lugar onde a loucura e a normalidade são o dress code oficial.
Mas segura aí, que a gente volta nisso também depois...
Logo cedo, os construtores já desfilavam com fantasias, maquiagens e aquele brilho nos olhos de quem não dorme há dois dias. O Homem Caveira afinava seu set sambalístico; Chico Science e a Nação Zumbi garantiam que, organizando, era possível desorganizar; e no bar, Jesus, agora mexicano, exibia sua bela calavera. Enquanto isso, capitão Tchaka, já havia molhado o rostinho, a barriguinha, o pezinho, o corpinho inteiro — "Essa é a nova onda!" — garantiu a Pirata (e ninguém ousou secar).
Os convidados começaram a chegar e o baile foi tomando corpo. CultSonora abriu os trabalhos com um set tão dançante que parecia possessão coletiva. As brasilidades e os lados B estavam tão bem encaixados que o público só sabia repetir: "Rainha! Rainha!", o que nos levou a entender o motivo da mesma não ter ido fantasiada, onde quer que se vá, uma rainha recebe sua coroa (mesmo que seja no gogó do povo).
Tudo junto, ao vivo, concomitantemente e ao mesmo tempo, Ana Colombiana mergulhou no anti-palco junto de CultSonora para uma dobradinha.
Logo depois, Ana assumiu os controles da nave e levou todos a uma viagem pela América Latina, recheada de salsa, cumbia, reggaeton e otras cositas más.
No auge do frenesi, começou o concurso de fantasias, com critérios um tanto quanto inusitados:
- Fantasia mais "Maracutaia"
- Entrada e saída do anti-palco
- Performance dentro do anti-palco (claro!)
A disputa foi digna de novela mexicana. E Jack levou o primeiro lugar!
As Gêmeas Sonhadoras ficaram em segundo ("Tínhamos duas perucas e um sonho" — e foi o suficiente).
Mas, no último segundo, Tigrão do Jogo do Tigrinho empatou com Pomba Gira no voto popular.
Caos. Drama. Suspense.
Até que Chico Science, das profundezas do mague, convocou sua mãe para resolver o tal dilema mexicano.
E não é que o Tigrinho — digo, Tigrão — levou a melhor? Tornou-se o primeiro ser humano a competir duas vezes na Maracutaia sem ganhar nenhuma vez em primeiro lugar (sim, ele já foi vice no concurso de comer paçoquinha).
As más línguas dizem que a proximidade com a Mãe do Chico Science influenciou o resultado. As boas línguas estavam ocupadas bebendo.
Pomba Gira, claro, não deixou barato: "Primeiro EU, segundo EU e terceiro EU! HAHAHAHAHAHA!"
E foi flagrada manifestando o seu feitiço nas proximidades do Tigrão, o que fez um calor repentino tomar conta do rapaz, que se abanava sem parar.
Logo depois, surgiu um padre misterioso, que entrou direto na capela para rezar por todos os presentes e abençoar a nove sante da casa: Virge Surucutaia (e pedir a devolução da Santa Cabeçinha):
"Essa capela é especial. Deixo aqui minhas orações pra que ela volte pra Capela Todo Santo Ajuda."
Como se não bastasse, a onipresença da Pomba Gira também foi registrada na capela: "Ela é minha irmã e eu posso provar HAHAHAHAHAHAHAH!" - Se referindo a Nove Sante da Capela.
E pra fechar com chave de ouro e purpurina, o Homem Caveira desceu com seus discos e espalhou samba pela casa, provando que o espírito carnavalesco também sobrevive em vinil.
Foi justamente nesse momento que percebemos: as fotos de pés ainda seguem sendo uma tendência — mas, dessa vez, algo inovador aconteceu. Além dos pés no chão, pés para o alto.
Entre santos, demônios, caveiras, crentes, swingueiros e macumbeiros, a Maracutaia se mostrou, mais uma vez, um lugar onde Arte, Liberdade e Amor se conectam — e transam revoluções.
Repete comigo: ARTE!