Bi-festinha eleva a temperatura do Anti-palco na Maracutaia
Moda, duendes e pé quebrado. A Mona brilhou!
Em pleno mês do cachorro louco, no dia 23 – último sábado –, centenas de pessoas se reuniram na casa mais livre de Ribeirão Preto para uma noite de ousadia e purpurina, celebrando a antibinariedade de forma irônica através do evento Bi-Festinha – O Baile da Mona. Maximona que comemorou mais uma primavera ao lado de diversos amigos e desconhecidos.
O que parecia um baile de gala digno da Vogue, devido à quantidade de looks ousados e inusitados, revelou-se uma grande festa despudorante, aquecida por tantos DJs que até perdemos a conta. Entre cortes e recortes têxteis, Lufe roubou a cena com seu traje ecofuturista, feito quase exclusivamente de materiais recicláveis. O destaque ficou para o colete de plástico bolha, os óculos de garrafa PET e, claro, a bolsa de gatinho peludo desenvolvida a partir de um isopor de sorvete. Lufe não apenas ousou em seu look, como também influenciou diretamente alguns amigos que vestiam sua moda ecofuturista por meio de peças e acessórios criados ou emprestados por ele. Destaque ainda para um belíssimo casaco de pele de carneiro, que gerou indignação em alguns veganos, mas que logo reconheceram: "É uma peça antiga, fora de moda, mas se Lufe recomendou, está tudo bem. Vamos vê-la como arte".
E se a elegância era uma das atrações do baile, além das obras vestida por Lufe e seus amigos, outros modelitos chamaram atenção pela ousadia: Uma mulher com finas tranças capilares e com uma maquiagem que marcava sobretudo pontos de lua e estrela logo abaixo dos olhos, movimentava-se como uma belíssima borboleta enquanto o seu vestido completamente transparente desenhava seus movimentos como as asas de um inseto doce. Também era impossível não notar um rapaz bastante simpático que exibia o seu maravilhoso colete brechoniano. Ao receber o elogio sobre o seu traje, o mesmo afirmou: "Eu amo isso, comprei em um brechó, mas ainda não consigo utilizá-lo em qualquer lugar. Aqui estou super a vontade, pois ele é lindíssimo, e custou apenas R$20".
O desejo de aproveitar o baile foi tão grande que flagramos até uma jovem com o pé quebrado caminhando irresponsavelmente pelo rolê 48 horas antes de sua cirurgia. A Casa ofereceu uma muleta, mas ela contra-atacou: "CALA A BOCA, não vou usar muletaaaaaaaa! Dói o sovaco!!!". Não aceitou a muleta, mas aceitou o microfone do Karaokê do Apocalipse horas mais tarde.
Outro destaque da noite foi o Mojito Mexicano, um dos drinks exclusivos da casa, que levou o título de mais consumido da noite, superando inclusive o Maraculover, que dominava os últimos dois rolês.
No desenvolvimento sonoro do baile, os inúmeros DJs que somaram Atari e Giroflex, levaram o público a um êxtase auditivo. A emoção foi tamanha que fez a galera ocupar o anti-palco. O que alguns chamaram de "invasão da piscina" foi logo apoiado por um dos organizadores: "Eles entenderam para que serve o anti-palco. Se é a piscina mais quente da cidade, o mergulho é inevitável".
Muitos questionamentos surgiram sobre o Duende Fractal. Alguns diziam que ele não existia, enquanto outros, caçadores de duendes, exigiam dicas. Mas algo muito estranho aconteceu: "Absolutamente nenhum duende chegou ao Bar para a entrega dos drinks" – confirmou Jesus. No final do rolê, a equipe da Maracutaia foi resgatá-los, lamentando que ninguém os havia encontrado, quando uma surpresa ocorreu: TODOS OS DUENDES SUMIRAM.
Sim, nenhum deles estava onde tinham sido escondidos, e nenhum drink foi retirado. O fato está sendo investigado pela equipe de "sabe-tudo" da casa, a Fofocutaia, que inclusive fez uma vídeo-chamada às 5h do dia 24 para um conhecido investigador sobrenatural, Padre Quevedo, que respondeu rispidamente: "¿Duendes? Eso no excziste". As investigações seguem em curso, e a equipe garante: "Vamos até o final e, se for preciso, utilizaremos lisérgicos para chegar às camadas mais profundas desse fractal e descobrir o que houve".
Outro ponto alto do evento foi o pleonasmo: amor livre estava no ar. Beijos triplos, lambeijos e uma série de demonstrações públicas de afeto abrilhantaram a noite especial. Copulações não foram registradas. Não se sabe se foi pela falta de bateria das duas câmeras presentes ou se os maracutaiers estão guardando sua energia vital para o evento Surucutaia, que ocorrerá no Dia do Sexo – 06/09.
Isso é arte e arte é trabalho.