Há encontros que nos potencializam e nos fazem lembrar de nós mesmos.
Há encontros que nos fazem olhar para a vida de outro jeito e imaginar novas possibilidades.
Há encontros que nos levam por caminhos mais profundos do mundo e de nós mesmos.
Mas também há desencontros.
Desencontros que nos afastam de alguns encontros, que interrompem caminhos, que nos colocam diante daquilo que não podemos ou não conseguimos viver naquele momento.
Às vezes, um bom encontro não significa necessariamente poder permanecer nele.
E talvez essa seja uma das partes mais difíceis: reconhecer a potência de um encontro sem precisar transformá-lo em permanência.
Talvez a vida seja isso: uma cartografia que se constrói enquanto caminhamos entre encontros e (des)encontros.
Sem mapas prontos.
Sem caminhos lineares.
Apenas desvios, pausas, travessias e novas paisagens.
E talvez alguns encontros não existam para nos levar até algum lugar.
Talvez existam para nos mostrar que existem outros caminhos possíveis.
Psicóloga com abordagem em esquizoanálise.
Colecionadora de dinheiro e moedas antigas, apaixonada pelo mar e bailarina de qualquer música que toque.