O tempo e os Santos

Um paraíso quase de revistinha de testemunha

Duas Sextas Básicas rolaram desde o último post nesse blog e, como manda o bom senso (ou a bagunça cronológica), começaremos pela mais antiga. Apesar da proposta artística de produzir relógios em discos de vinil, perdemos a hora, e por isso só agora as fotos se tornam disponíveis. Já adianto aqui o meu perdão aos ansiosos.

No dia 27 de março, reuniram-se artistas e arteiros para mais uma clássica Sexta Básica recheada de discos de vinil. Da trilha sonora da noite à arte de fato produzida, foram dezenas de discos que rodaram e foram pintados em uma noite marcada pelo… (juro, eu já não lembro, foi há tanto tempo). Mas do que eu lembro: foi bom. Como sempre é. Sorrisos, experimentações, beijos, abraços, afeto, amor, arte e, como sempre: liberdade!

Fato curioso desse dia é que o MaracuFone tocou e quem atendeu foi o Prof. Felipe. Segundo ele, uma alma penada havia ligado pedindo para avisarmos a todes que esse mês (assim como todos), tem visita guiada pelo cemitério de Ribeirão Preto. A própria alma penada disse, ainda segundo Felipe, que aqueles que não seguirem o insta @cidadedosmortos1 terão o pé puxado sempre no domingo de manhã, quando acontece a tal visita. Fica aí o aviso espiritual.

Já na semana seguinte, mais especificamente na data também conhecida como Sexta-Feira Santa, a Maracutaia realizou, sugestivamente, através da Sexta Básica, a pintura de Espírito Santo de gesso , uma forma de reunir cristãos e ateus em um mesmo símbolo, dentro da mesma casa. Amém igreja!

Fazendo jus à data, foram registrados diversos fatos e personagens que, para aqueles que têm fé, pode-se dizer que foi uma noite em que a Maracutaia subiu, ou o céu desceu. Um verdadeiro paraíso visual se formou diante dos olhos de todes com tantos atos de amor.

Esteve presente o Chapéu Seletor, que chegou voando através de uma coruja diretamente de Hogwarts. Confuso com a diversidade presente na casa, não demorou muito para que outra coruja voltasse para buscá-lo e levá-lo até São Thomé das Letras, onde mais tarde se encontraria com um velho amigo para tomar uns cogumelos azuis. Nada fora do normal.

Quem ficou na Maracutaia não precisou nem de cogumelos. Entre obras divinas e personagens únicos, uma cena cinematográfica chamou a atenção de todes. Um rapaz semelhante ao Robotnik e uma donzela anti-civilização de peruca rosa pareciam ter saído diretamente de Blade Runner para a Maracutaia.

Enquanto coisas estranhas aconteciam embaixo, em cima o som rolava solto, com uma incrível seleção de discos de vinil feita pelos visitantes. Um sucesso tão grande que algumas pessoas pararam para posar ao lado dos seus discos preferidos — como foi o caso desse jovem que fez questão de registrar sua presença enquanto Bananeira Mangará, de Ruy Maurity, girava no toca-discos. Se você ficou curioso, dá o play no álbum clicando aqui!

Como sempre, também foi uma noite cheia de beijos, sorrisos, amor e, claro, pole dance!

Por isso, se você perdeu essas sextas, bora se programar: neste final de semana, além da Sexta Básica, onde haverá criação de esculturas com palitos de sorvete, no sábado, mantendo ainda o clima santo, teremos a segunda edição do tradicional evento em prol da reinauguração da capela Todo Santo Ajuda. Então prepare o seu santo, a sua roupa de santa e bora!

Sexta- Feira, 10 de Março, à partir das 20h - Entrada Gratuita

SEXTA- BÁSICA VOL. 21 | Escultura com Palitos de Sorvete

Sábado, 10 de Março, à partir das 20h

Evento em prol da capela TODO SANTO AJUDA

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