Santificada seja a vossa arte

Entre (des)viados e (des)viadas

Para baixar as fotos, vá até o final do post, lá estão todas as fotos disponível para download.

Todos sabiam que a Maracutaia prometia um final de semana de glória. Mas o que ninguém previu, nem os deuses, nem os demônios, era o nível das graças alcançadas.

A saga começou com a 21ª Sexta Básica, reunindo centenas de artistas, audiófilos e maracutaiers em estado semi-iluminado. O som passeou entre jazz, MPB e black music, conduzindo alguns presentes a um êxtase sonoro tão profundo que teve gente se trancando no banheiro para curtir o som em paz.

A simbiose entre os presentes foi imediata. Corpas, copos e corações se alinharam numa coreografia espontânea de beijos, amassos ao som de boa música e drinks únicos.

Mas como a Maracutaia não vive só de romance e ressaca emocional, os artistas também encararam um desafio quase divino. Criar o impossível com palitos de sorvete e cola. Houve quem construísse pontes, quadros, piramides... Houve quem construísse traumas.

E claro, o pole dance, sempre ele, voltou a ser altar e tentação. Disputado como relíquia sagrada, virou palco de almas corajosas que decidiram, sem aviso prévio, lançar seus corpos ao destino e ao movimento.

Já no sábado, se a noite era dos santos, os pecadores chegaram em caravanas. A prova disso foi a devoção quase religiosa por uma Amstel trincando de gelada.

DJ Jurema abriu os portais sonoros da floresta maracutaiense, guiando os primeiros passos da pista como quem invocava entidades dançantes.

Enquanto isso, na capela Todo Santo Ajuda, a Irmã Tici fazia suas orações pela proteção espiritual da galera. O que garantiu um alegria e vivacidade entre os presentes durante todo o rolê.

Diretamente do Olimpo, uma deusa grega decidiu dar as caras e dançar no rolê, provando que até seres imortais precisam de uma noite na Maracutaia pra se sentir vivos.

Depois foi a vez de Inguia e Fosco assumirem o comando com um set de black music que já anunciava que o funk vinha aí e vinha sem pedir licença.

Logo, os trenzinhos começaram a serpentear pela pista, rabas entraram em estado de emergência e o pole dance virou patrimônio coletivo.

Nem os banheiros escaparam. Flagrantes revelaram que a Maracutaia não é pra qualquer um, mas pra quem é, é tudo.

Quando a cigana Mayla DJ assumiu as controladoras, o delírio foi instaurado oficialmente. Seu set funkeado fez o público entrar em combustão espontânea.

E porque toda noite santa exige um certo nível de pecado, uma frade misteriosa surgiu do bar trazendo não só equilíbrio espiritual com as águas bentas (novo drink da Maracutaia), mas também com uma defumação que prometia proteção até, no mínimo, o final de 2026. Ou até a próxima sexta.

Já quase amanhecendo, surgiram visões. Uma delas seria o espírito de Marina, supostamente incorporado numa visitante. Todos adentraram a capela mas nós fomos investigar... Não estava bebendo Catuaba. Falso alarme.

Outros milagres aconteceram. Alguns documentados, outros melhor deixar pra quem viu. Confira tudo nas centenas de fotos ao final do post.

E que os deuses e deusas da Maracutaia tenham piedade de nós santos e pecadores. Ou não.

Perdeu os rolês?

Fica triste não, esse final de semana tem mais. Confira a nossa agenda abaixo e todas as fotos dos últimos rolês.

Sexta- Feira, 17 de Abril, à partir das 20h - Entrada Gratuita

SEXTA- BÁSICA VOL. 22 | Escultura de Argila Marrom

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