A Maracutaia não é um lugar.

É um corpo em fuga.

A Maracutaia é um corpo: Sem relógio biológico, sem catraca social, sem função determinada. É onde o desejo desaprende o caminho reto enquanto as mãos deixam de servir apenas ao trabalho e voltam a servir ao barro, à tinta, ao toque, ao erro, ao delírio.

Nesse corpo, os olhos preferem começar a incendiar mundos ao invés de consumir imagens.

É o instante em que o corpo se recusa a continuar organizado pela exaustão.

Organizaram nossos dias, nossos afetos, nossos sonhos, nossa fome, nossos movimentos.

Deram nome para tudo, até esquecermos que o caos também dança.

O organismo da cidade falha.

A chaga da cidade falha.

O tumor que come o corpo e cospe alma e tempo.

Por algumas horas semanais nos permitimos não precisar funcionar.

Aí nasceu uma Maracutaia!

Quando o corpo para de obedecer e começa a criar.

Não é um corpo vazio.

É um corpo aberto.

Aberto ao encontro.

Ao improviso.

À arte como sabotagem da rotina.

À liberdade de existir sem manual.

Aqui, a revolução marcha dessincronizada.

Ela dança torta, fuma na capela, pinta chãos, faz cinema na chuva, transforma ruína em abrigo e chama desconhecidos de amigos.

A Maracutaia é uma frequência clandestina recebendo e transmitindo vida no meio do concreto programado para silenciar desejos.

E talvez seja isso que mais assuste: Quando corpos cansados fogem dos seus órgãos e descobrem que ainda podem vibrar.

Perdeu os rolês?

Fica triste não, esse final de semana tem mais. Confira a nossa agenda abaixo e todas as fotos dos últimos rolês.

Sexta- Feira, 15 de Maio, à partir das 20h - Entrada Gratuita

SEXTA- BÁSICA VOL. 26 | Argila Marrom

Sábado, 16 de Maio, à partir das 20h

Sub Fluxo | Pop e Groove

Anterior
Anterior

Existe um cansaço que não dorme

Próximo
Próximo

Em Casa: A Ressureição dos Rituais